As mulheres participam de desenvolvimentos de engenharia incríveis há gerações. Continue lendo para aprender como as mulheres na história da engenharia abriram o caminho para as mulheres hoje.


Leia aqui um RESUMO do artigo
Houve algumas mulheres incríveis na história da engenharia...
Beatrice Shilling ajudou os pilotos de Spitfire e Hurricane a vencerem a Segunda Guerra Mundial. Emily Roebling era engenheira-chefe da Brooklyn Bridge. Thelma Estrin construiu o primeiro computador em Israel e desenvolveu um sistema para converter EEG em sinais digitais. Cleone Benest dirigiu sua própria oficina mecânica. Hedy Lamarr inventou a tecnologia usada para Wifi. Katherine Johnson foi responsável pelos cálculos da NASA que levaram os EUA ao espaço. Stephanie Kwolek inventou Kevlar. Maria Teresa de Filippis foi a primeira piloto feminina de F1.

Beatrice Shilling

(Março 1909 - Novembro 1990)

Beatrice Shiling grande mulher na história da engenharia
Royal Air Force [Domínio Público], via Wikimedia Commons
Shilling era uma engenheira aeronáutica durante a Segunda Guerra Mundial. Ela começou cedo sua carreira na engenharia, comprando a primeira moto aos 14 anos e mexendo com ela. Em 1934, ela obteve um mestrado em Engenharia Mecânica na Universidade de Manchester.

Ela ficou mais famosa por 'Miss Shilling's Orifice', um reparo simples desenhado para a Merlin Engines que equipava os caças Spitfire e Hurricane. O motor sofria uma parada durante o mergulho de nariz, pois o combustível inundava o motor. Isso fazia com que nessa hora os aviões alemães ultrapassassem facilmente os britânicos. Ela inventou uma forma de dedal simples com um orifício, que limitava o fluxo de combustível, e isso permitiu que os pilotos britânicos recuperassem a vantagem.

Foto histórica spitfire
Spitfire da Segunda Guerra Mundial

 

Fora das aeronaves, Shilling corria de moto. Ela venceu pilotos profissionais, como Noel Pope, e recebeu a Estrela de Ouro por rodar o circuito de Brooklands a 106 milhas por hora (171 km/h) em sua Norton M30. Entre 1959 e 1962 ela correu com o marido em um Austin-Healey Sebring Sprite.

Emily Roebling

(Setembro 1843 - Fevereiro 1903)

Retrato da engenheira Emily Warren RoeblingC harles-Émile Auguste Carolus Duran História da ponte do brooklin
Esquerda: Carolus-Duran [domínio público], via Wikimedia Commons
Direita: Ponte do Brooklyn em construção
Roebling ficou mais conhecida como engenheira-chefe da Brooklyn Bridge. Quando seu marido (Washington Roebling - o chefe original encarregado) ficou doente demais para continuar, devido à grave doença do caixão (doença da descompressão de mergulhadores), ela assumiu a responsabilidade pelo gerenciamento do projeto. Ela não apenas passou informações do marido para os trabalhadores como estudou para entender as necessidades da construção e também realizou exames de questões técnicas, materiais, análise de tensões, construção e cálculos. Quando a ponte foi aberta em 1883, ela foi a primeira a atravessá-la.

[A Ponte do Brooklyn é] um monumento eterno à devoção sacrificial de uma mulher e de sua capacidade para aquela educação superior da qual ela esteve afastada por muito tempo. - Abram Stevens Hewitt

Thelma Estrin

(Fevereiro 1924 - Fevereiro de 2014)

Thelma Estrin engenheiros femininos
Thelma Estrin via Wikimedia Commons

Estrin foi uma das primeiras pessoas a aplicar a tecnologia dos computadores aos cuidados da saúde. Ela originalmente queria ser uma contadora, graças à sua habilidade natural em matemática, no entanto, com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, ela mudou para a engenharia, e ao final se formou com um Ph.D. em 1951.

Enquanto o marido trabalhava na UCLA, devido ao seu sexo, ela não pôde se juntar a ele e, assim, ensinou desenho nos anos iniciais da faculdade. Depois disso, em 1954, ela e o marido mudaram-se para Israel para construir o WEIZAC (Computador Automático Weizmann). Esse foi o primeiro computador em Israel e um dos primeiros computadores eletrônicos de grande capacidade de armazenamento de dados no mundo, em sua época.

Calculadora Automática Weizmann
Ba'Asor Le'Israel. Publicação de Massada, Jerusalém, 1958 [domínio público], via Wikimedia Commons
Depois de retornar aos EUA, trabalhou no Instituto de Pesquisa do Cérebro da UCLA, onde atuou como diretora do Laboratório de Processamento de Dados de 1970 a 1980. Durante esse período, ela desenvolveu o primeiro sistema para converter eletroencefalografia (EEG - uma forma de monitorar a atividade elétrica do cérebro) em sinais digitais.

Em 1980, ela finalmente foi reconhecida pela UCLA e recebeu uma posição como professora no Departamento de Ciência da Computação da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas.

Cleone Benest

(Junho 1880 - Dezembro 1963)

Cleone Benest - imagem sob licença de uso público.

Benest foi uma das primeiras mulheres a passar nos exames mecânicos da City and Guilds of London Institute, Royal Automobile Club e Portsmouth Municipal College, e também foi a primeira mulher a dirigir um ônibus.

Ela era uma apaixonada pelo automóvel e possuiu seus próprios carros, como um 1906 Lanchester Motor Company 12-hp tonneau e um Fiat 12-hp. Para ambos ela fazia a manutenção em sua própria oficina. Ela também competiu em corridas de automobilismo em 1911.

Benest iniciu sua carreira dirigindo sua própria empresa de consultoria de engenharia automotiva mecânica e elétrica, que consertava dispositivos mecânicos e oferecia cursos de mecânica de motores. Com o início da Primeira Guerra Mundial, ela mudou para a inspeção de motores de aeronaves.

Em 1922, ela fundou a The Stainless Steel and Non-Corrosive Metals Company Ltd. Seus diretores também eram mulheres, o que era desconhecido na época. No período ela também ocupou a presidência da Women's Electrical Society.

É um sinal daqueles tempos, que apesar de todas essas conquistas, ela frequentemente trabalhava sob o pseudônimo de C. Griff.

Hedy Lamarr

(Novembro 1914 - Janeiro 2000)

hedy lamarr, engenheira de mulheres atrizes e inversoras
Hedy Lamarr, atriz e inventora

Provavelmente a mulher mais incomum na lista é Lamarr (nascida Hedwig Eva Maria Kiesler). Ela começou a vida como atriz, ganhou uma estrela na calçada da fama de Hollywood em seu nome, e é creditada como tendo uma cena de sexo altamente controversa durante o filme Ecstasy de Gustav Machaty. No entanto, ela também é a senhora que co-inventou a tecnologia que hoje nos dá o Bluetooth e WiFi. Provando que ela era muito mais do que apenas um rostinho bonito!

Talvez ainda mais incrivelmente, ela não foi treinada e era autodidata. Durante a Segunda Guerra Mundial, ela trabalhou com seu amigo e compositor George Antheil. Juntos, eles desenvolveram um dispositivo que não podia ser rastreado ou aprisionado, ao contrário do sistema de torpedos controlados por rádio da época. Para fazer isso, eles criaram um sinal com salto de frequência. A dupla patenteou a tecnologia em 1942, embora não tenha sido adotada pela Marinha dos EUA até 1962. Esta tecnologia é agora usada em quase todos os nossos dispositivos sem fio.

Katherine Johnson

(Agosto de 1918-)

Senhoras da NASA Mulheres afro-americanas Engenheiros História
Mulheres da NASA, em Langley. Da esquerda: Christine Darden, Katherine Johnson (sentada), Janet Stephens, Katherine Smith e Sharon Stack. NASA [domínio público], via Wikimedia Commons
Johnson é uma cientista matemática que foi em parte responsável pelos cálculos dos primeiros vôos espaciais tripulados dos EUA. Ela trabalhou na NASA por 35 anos e esteve envolvida nos cálculos de muitos voos espaciais, incluindo os de John Glenn, primeiro americano em órbita, e uma missão a Marte.

Ela foi a primeira mulher Afro-Americana e uma das únicas 3 estudantes Afro-Americanas a frequentar a West Virginia University em 1938. Em 1952 ela começou a trabalhar na NACA (que depois se tornou NASA) dentro de um grupo de mulheres, muitas vezes chamadas de “calculadoras humanas”. ou “calculadoras de saias”. Mais tarde, ela foi “temporariamente” transferida para uma equipe de pesquisa composta exclusivamente por homens, juntamente com outra colega. Ela nunca voltou para o time original, só de mulheres.

O filme Hidden Figures (Personagens Ocultos) foi feita com base em sua vida e de duas mulheres Afro-Americanas, que também trabalharam na NASA, na mesma época: Dorothy Vaughan - a primeira mulher Afro-Americana a supervisionar um grupo de profissionais no centro, e Mary Jackson - a primeira engenheira mulher Afro-Americana da NASA.

Stephanie Kwolek

(Julho 1923 - Junho 2014)

Stephanie Kwolek Women em Química
Imagem da cientista química e empreendedora Stephanie Kwolek. Science History Institute [CC BY-SA 3.0], via Wikimedia Commons
Kwolek é mais conhecida por ter inventado o Kevlar. Isso significa que ela é responsável por salvar milhares de vidas com coletes à prova de balas! Ela foi uma das primeiras mulheres pesquisadoras em química e o primeiro cientista químico Americano de ascendência Polonesa, de ambos os sexos!

História do equipamento de proteção kevlar
Uma foto de uma jaqueta flack e uma capacete de kevlar de um fuzileiro naval dos EUA. (Foto do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA por Lance Cpl. Joseph A. Stephens) (Divulgação)

Em 1946, Kwolek formou-se bacharel em ciências, com especialização em química pelo Margaret Morrison Carnegie College da Universidade Carnegie Mellon. Com o evento da Segunda Guerra Mundial, ela começou a trabalhar na unidade da DuPont em Buffalo, Nova York, em 1946. Foi durante seu tempo na companhia que ela inventou o Kevlar.

Maria Teresa de Filippis

(Novembro 1926 - Janeiro 2016)

1949 Maria Teresa de Filippis

Filippis foi a primeira mulher a correr na Fórmula 1. Ela ganhou sua primeira corrida dirigindo um Fiat 500 em uma disputa de 10 km entre Salerno e Cava de'Tirreni. No campeonato esportivo italiano de 1954, ela terminou em 2º e tirou 2º lugar em uma corrida de carros esportivos em 1956 no Grande Prêmio de Nápoles, em uma Maserati 200S. Entre 1958 e 1959 ela participou de cinco Grandes Prêmios dirigindo para Maserati. Ela foi inspirada a provar que seus irmãos estavam errados quando disseram que ela dirigia devagar demais.

mulheres na engenharia História
1955 De Filippis Maserati Fotógrafo desconhecido [Domínio Público], via Wikimedia Commons
Embora suas vitórias tenham sido poucas, ela é amplamente reconhecida como a mulher a abrir as portas para outras mulheres, como pilotos e engenheiras na F1.

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